Geopolítica, Amazônia e Hidrelétricas: transformações multiescalares

Publicado em: 15/08/2021 10:07:28

A construção de sistemas de engenharia na Amazônia nas últimas seis décadas ocasionou transformações espaciais substanciais, tais construções foram oriundas de uma geopolítica estatal com forte inserção de atores privados que, de forma articulada, participaram da materialização de novas usinas hidrelétricas na Amazônia com repercussões em diversas escalas, da inserção de novas redes técnicas e sociais à impactos econômicos e socioambientais em escala regional e local.


A convite do Laboratório de Geografia Política da Universidade de São Paulo (GEOPO/USP), o GOT-Amazônia, representado pela Profa. Dra. Maria Madalena Cavalcante participará da mesa de debate sobre Geopolítica, Amazônia e Hidrelétricas: transformações multiescalares juntamente com a Profa. Dra. Luciana Borges, ambas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

A construção de usinas hidrelétricas tem sido vista como alternativa sustentável sendo classificada assim como “energia limpa”. Apesar disso, a construção de barragens tem gerado efeitos negativos na dinâmica da paisagem, degradação ambiental, como fragmentação e isolamento de populações e ecossistemas e interrupção do fluxo hidrológico ao passo em que a sociedade sofre modificações no modo de vida. A construção de hidrelétricas na Amazônia se faz por múltiplos caminhos: caminhos do descaso, dos conflitos territoriais e também caminhos do progresso, do avanço técnico-científico e do desenvolvimento geográfico desigual. Os empreendimentos hidrelétricos quando aportam promovem acentuadas mudanças no território, reestruturam e reorganizam o cotidiano tanto no urbano quanto no rural amazônico.

Palestrantes:

Profa. Dra. Luciana Riça Mourão Borges (UNIR/Guajará-Mirim)

Profa. Dra. Madalena Cavalcante (UNIR/Porto Velho).

A atividade será realizada no 19 de agosto de 2021, a partir das 10 horas (horário de Brasília), com transmissão ao vivo para o canal do YouTube do GEOPO: https://www.youtube.com/watch?v=v84w26BJV1Q

Fonte: Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território na Amazônia (GOT-Amazônia)